quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A história da Mórmon Tatuada


" Não julgueis, para que não sejais julgados. (Mateus 7:1) "
Texto por Karyny Belo

Talvez você já tenha ouvido falar da Al Fox, mas conhecida como a Mórmon tatuada. Mas após eu fazer uma busca na internet percebi que não há muitas informações sobre ela em Português.



Eu acompanho ela no Facebook, no Instagram, e no Youtube e senti que deveria compartilhar a história dela aqui no blog. A história dela, deixa eu te dizer, é INCRÍVEL. Ela é uma conversa, e eu tenho que acrescentar aqui, por experiência própria, que ser um recém converso nos EUA é bem diferente de que no Brasil.

Deixa eu acrescentar, também, que eu lembrei muito da minha própria história de conversão ao ler sobre a dela. Fim de amizades, modo de vestir, desafiar os missionários, mudança no modo de pensar, um pacote completo de mudanças.

A Igreja de Jesus Cristo do Santos dos Últimos dias tem uma posição bem definida sobre tatuagens, e se você tiver alguma dúvida você pode conferir um texto completo sobre isso AQUI.

Então vamos lá.

A Al conheceu os missionários em Julho de 2009 enquanto morava em Nova York. No primeiro encontro deles ela falou que não tinha nenhum interesse na igreja, mas se eles trouxessem pra ela de jantar um pedaço de carne ela aceitaria conversar com eles. Dito e feito! haha

Os missionários voltaram no mesmo dia na hora do jantar com o pedaço de carne que ela tinha pedido, e foi aí onde tudo começou. Eles à convidaram para fazer uma oração lá no bosque sagrado (Pois ele se encontra em Nova York) e perguntar ao Senhor se tudo que eles tinham dito era verdadeiro. Nessa noite, fox não conseguiu dormir,e assim que pôde ligou para os missionários dizendo que queria ser batizada.
" Eu liguei para eles. e berrei e gritei EU QUERO SER BATIZADA!, e eles : o quê??"

Após ser batizada Fox começou a ter um forte desejo de servir missão. Então começou a orar sobre isto,mas a resposta que sempre recebia do Senhor era Não. A resposta que ela realmente tinha era que ela deveria mudar para Utah. Apesar de não estar tão confortável com a ideia, Al seguiu o conselho do Senhor e mudou-se para Utah.

"Eu não mantive nenhum dos meus amigos antigos,eles não queriam saber o que eu estava fazendo ou com as coisas que eu estava me envolvendo. O que minha família dizia para mim era,'Al sua família esta na igreja'."

Seu primeiro dia lá não foi bem como ela esperava. Ao sentar à mesa de um restaurante, ela sentia que olhares julgadores vinham de todos os lados.E ela se sentiu muito tensa até que um homem se aproximou dela e disse: 'Olha só... é bem irônico uma pessoa como você estar lendo esse livro.' Al, estava lendo um dos manuais de presidentes da Igreja. Na hora Fox não sabia como reagir pois ela ficou tomada de vários sentimentos. Ela então pensou bem,  abriu um grande sorriso e  respondeu dizendo: 'Oi, eu sou a Al. Fox,e eu acabei de me batizar e este é o meu primeiro dia aqui.' Ela diz que não foi tão fácil assim, que ela queria olhar para ele e chorar e contar tudo sobre o que ela tem passado e que aquele comentário não iria ajudar.

Al comenta que ela queria que as pessoas naquele restaurante a vissem como ela realmente era. O quanto ela teve que lutar para estar lá naquele momento,o que ela teve que enfrentar para ser batizada, que á vissem no que ela se tornou e não em quem ela era no passado.E infelizmente eles não conseguiam ver aquilo através da aparência dela.

"Eu já escolhi quem eu quero seguir. Essa é a felicidade que temos quando somos batizados. E eu tive que fazer essa decisão, e continuo fazendo a cada dia da minha vida. E isso significa continuar persistindo, confiar, ter fé ou não."

Essa experiência só á ajudou a fortalecer seu pensamento que podemos escolher como reagir as outras pessoas quando somos julgados erradamente, ou o que fazer quando alguém não quer ser ensinado, ou como agir com alguém que nunca fará questão de falar conosco. Ela diz que a melhor forma de reagir é sendo um bom exemplo, e que é isso que à inspirar a fazer vídeos no Youtube,ou dar palestras motivacionais ao redor de todo os Estados Unidos, o desejo de compartilhar o bem.





Hoje seis anos depois do seu batismo Al Fox esta casada e selada no Templo e tem sua filhinha Gracie. Ela continua dando palestras motivacionais e lançou também seu primeiro livro: 'More than the Tattoed Mormon.'

Ainda não li o livro mas quero demais!!! No livro Al comenta que ela não gosta de ser classificada como uma mórmon tatuada pois quem ela  é para o Pai Celestial é muito mais do que isto.


Em seu Blog In the Head of Al podemos encontrar várias experiências vividas por ela. Ela também tem sua própria loja de camisetas Believer. E o que mais gosto nela é que ela continua compartilhando o evangelho em TODAS as mídias sociais do qual faz parte, mesmo não sendo chamada para servir em uma missão de tempo integral. Fora que ela nos ajuda a pensar nesta bela lição de não julgar as pessoas, e ver uns nos outros todo o potencial que temos e que ainda poderemos desenvolver.






quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Uma provação, uma perna, e uma bela moça: A experiência da Amanda



Tenho certeza que não só a minha mas a sua vida ,também, é cheia de provações diárias. As vezes nossas provações aparentam ser tão pesadas que nos perguntamos o porquê daquilo estar acontecendo conosco. Acredite, eu já me perguntei isto.

Mas, parei pra pensar na minha fé no Pai Celestial mais ainda depois que notei a experiência da Amanda. Uma moça tão jovem, com tanto desejo pra viver, e com certeza com uma forte fé, mas com uma provação que é deixar qualquer um de queixo caído.

A Amanda é membro da A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e seu exemplo é digno de ser compartilhado com o mundo. Após acompanhar, pelo facebook, sua trajetória de superação, sentir que deveria compartilhar a experiência dela aqui no Blog. Tenho certeza que essa experiência vai te fazer parar pra pensar, assim como me fez.


Eu pedi que a Amanda pudesse escrever com as próprias palavras dela o que aconteceu com ela, e depois a fiz algumas perguntas.

Tudo começou no início do ano de 2014.

Sentia muitas dores nas coluna irradiando para a perna. Fui a um médico ortopedista que solicitou alguns exames, quando os exames ficaram prontos levei para que o mesmo avalia-se. Foi quando fui diagnosticada com um tumor ósseo de células gigantes localizado no sacro e que já estava com 9cm.

 Ele me informou que era um tumor raro e que eu precisaria realizar uma cirurgia, me informou também que por ser uma cirurgia de grande porte não poderia ser realizada no meu estado pois não havia uma equipe para realizar tal procedimento e me encaminhou para um médico em recife.

    Qual foi sua primeira reação ao seu diagnóstico? 
- Fiquei um pouco surpresa, no começo eu não sabia da gravidade da situação, mas em nenhum momento me veio o desânimo.
     Qual foi seu pensamento em relação ao Pai Celestial?   
 - Em todas as minhas idas ao médico pra levar os exames surgiam mais novidades desanimadoras com relação ao meu caso, e em todas as vezes me sentia cada vez mais amada pelo Pai Celestial em saber que ele acreditava em meu potencial para passar por todas as provações que passei.
Daí começou a luta pois meu plano era estadual. Assim que cheguei em casa me ajoelhei em oração pedindo para que o Pai Celestial que me conforta-se naquele momento e me mostra-se um caminho. Quando fui ao trabalho no dia seguinte me chamaram no RH, e a assistente me falou que eles iriam migrar o meu plano para nacional e pagar todas as carências.

 Meu coração encheu-se de gratidão eu sabia que o Senhor estava me ajudando.

No final do mês de novembro fui à Recife realizar a cirurgia, houveram algumas complicações e eu precisei realizar mais 12 cirurgias. No dia 27 de dezembro um médico chegou para mim e informou que infelizmente eu estava com uma infecção muito alta na perna direita e que seria necessário amputar parte da perna.

    Você se questionou o porque daquilo está acontecendo com você?     
- Jamais me permiti questionar isso, meus questionamentos eram sempre: "O que o Senhor deseja que eu aprenda com isso"/ "Quais os propósitos dessa provação".

Mas não senti nenhum pesar, nem tristeza e assim que ele terminou de me falar tais coisas eu falei que ele poderia amputar, ele ficou surpreso pois minha resposta foi rápida. Fui para o bloco cirúrgico e quando voltei precisei ficar 12 dias em coma induzido pois mesmo amputando a perna a infecção havia generalizado.

 Passei 47 dias na UTI no total foram 4 meses no hospital. Quando retornei para casa passei uns meses sem poder sair, era difícil.

E eu queria muito poder ir ao instituto. enquanto estive no hospital minha amiga sempre me mandava as aulas e os rapazes da área onde eu estava sempre iam levar o sacramento para mim. Quando finalmente pude sair de casa foi maravilhoso poder ir à igreja e ouvir as aulas e os discursos,  e no instituto eu me fortalecia sempre mais.

      Quais algumas coisas que te desanimaram? E quais te animaram? 
       - O momento que eu lembro que me senti desanimada foi quando o médico falou que eu precisaria ficar pelo menos 1 ano em uma cadeira de rodas depois da cirurgia, e também quando ele me falou das consequências da cirurgia. Sempre que retornava do médico ia ler as escrituras e o Pai Celestial sempre me confortava, quando estava em casa que me sentia um entristecida os missionários sempre batiam em minha porta e eu sabia que o Senhor os havia enviado para que eu fosse confortada.

O que foi essencial no processo?           
- Ler as escrituras diariamente, ir a igreja, fazer do instituto uma prioridade, o amor dos familiares e amigos.

Teve coisas que você não queria ter ouvido de outras pessoas? o quê?  
- Sim, eu era muito curiosa e sempre ficava observando o que acontecia, e em um momento enquanto estava na UTI prestes a fazer uma cirurgia de urgência ouvi um médico falar que eu não iria resistir e pediu pra que minha mãe fosse me ver, pois havia grandes chances de que eu não retornasse do bloco cirúrgico.     

Quais algumas citações/escrituras ou discursos te tocaram? E em que momento?  
- Na primeira vez que retornei de uma ida ao médico em recife estava bastante abalada pois foi quando descobri a gravidade do tumor que eu estava, e ajoelhei-me em oração pedindo que o Pai Celestial me mostrasse o propósito daquela provação e a resposta foi clara ao abrir o Livro de Mórmon no livro de Mosias 24:13-14, resposta que vem se cumprindo em minha vida.
"13.E aconteceu que a voz do Senhor lhes falou em suas aflições, dizendo: Levantai a cabeça e tende bom animo, porque sei do convenio que fizestes comigo; e farei um convenio com o meu povo e libertá-lo-ei do cativeiro. 
14.E também aliviarei as cargas que são colocadas sobre vossos ombros, de modo que não as podereis sentir sobre vossas costas enquanto estiverdes no cativeiro; e isso eu farei para que sejais testemunhas no futuro e para que tenhais plena certeza de que eu, o Senhor Deus, visito meu povo nas suas aflições.''
 Quais as lições que você tem aprendido com sua experiência?
         
  - Paciência, amor ao próximo, perseverança, gratidão, o verdadeiro significado da expiação de Cristo.

Se você pudesse escrever um livro sobre suas experiências, qual seria o título? 
- Gratidão    

O que você aconselharia para outras pessoas passando por provações?   
- Jamais abandonar o barco do Pai Celestial, pois ele sempre estará nos fortalecendo para que possamos vencer diante das adversidades, ele prova os filhos que ama, perseveremos até o fim para que possamos retornar a presente de nosso amoroso Pai Celestial.
 Hoje já estou usando minha prótese e sempre sinto o Espírito a me confortar. Milagres são reais,  posso afirmar pois sei por mim mesma, mesmo que seja dura a provação o Senhor jamais nos abandona. Ele estar sempre a nos fortalecer.

 Sei que Cristo expiou não apenas pelos nossos pecados, mas por nossas dores e nossas tristezas também, me sinto feliz por conhecer seu verdadeiro evangelho, sei que os homens existem para que tenham alegria. Tudo vem para o nosso bem, não devemos temer pois o Senhor não falha e ao perseverar até o fim receberemos grandes bênçãos, podemos não compreender agora, mas em tudo tem um propósito.
                                                                         Texto por Karyny Belo



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Porque receber minhas investiduras foi a melhor decisão que já aconteceu comigo

Texto por Karyny Belo

Lembro me como se fosse hoje a sexta feira de junho que eu entrei nas portas do Templo de Seattle para fazer minhas investiduras. Lembro bem de me olhar em um dos espelhos do Templo e sorrir o maior sorrisso que eu já consegui dar na minnha vida!

Mas até esse dia chegar não foi tão fácil assim tomar minha decisão.

Tudo começou l sete meses depois da minha chegada aos EUA. Na verdade desde que eu estava no Brasil eu já pensava no dia em que eu entraria no Templo para fazer minhas investiduras. Pensei que seria no meu casamento, ou até quem sabe se um dia eu decidisse servir em uma missão. Mas o Senhor tinha outros planos para mim.

Nos EUA eu frequentava o Ramo dos adultos solteiros. E pra ser sincera a maioria das pessoas,mesmo não sendo missionários(as) retornados (as), já tinham suas investiduras. E eu me perguntava quando seria o meu dia.

Agora deixa eu te falar que durante esse processo a Idauana (minha amiga brasileira também nos EUA) estava passando pelo processo,ou melhor, ela já tinha decidido que iria fazer. Mas na primeira tentativa dela disseram que só podia após os 25 anos (na época ela tinha 24). E então,tivemos uma conversa descontraída sobre a idade para se fazer as investiduras com os conselheiros do nosso ramo e eles nos informaram que na nossa estaca o Pres. tinha dito que todo jovem com maturidade espiritual suficiente  poderia fazer suas investiduras. Na hora a Idauana deu uma piradinha de felicidade, eu fiquei tranquila porque não tava planejando fazer as minhas,mas feliz por ela.

Alguns domingos depois o conselheiro do ramo veio falar comigo e me convidar para participar das aulas de preparação para o Templo. Eu respondi que ficaria muito feliz em participar mas que não iria fazer minhas investiduras lá nos EUA porque queria que meu pai podesse participar deste momento. As aulas passaram e um dia decidi perguntar meu pai o que ele pensava seu eu fizesse, e ele me respondeu que achava que eu deveria esperar pra fazer no Brasil porque ele queria fazer parte desse momento.

Os meses passaram e eu comecei a pensar um pouco mais na possibilidade de fazer. Na Conferência Geral de outubro de 2014 parecia que todos os discursos estavam falando pra eu me preparar para ir ao Templo; e eu ficava tipo: oushhh,mas eu só vou fazer no Brasil ue. haha E então Dezembro chegou e a Idauana fez suas investiduras, eu estava lá no Templo no dia mas fiquei fazendo batismos, e ponderando sobre tudo isto.

Na A Liahona de Dezembro veio um artigo que me atingiu como uma flecha. O artigo chamado 'Saying Yes to  the Temple' contava a experiência de uma jovem que também estava passando por essa fase de decisão de ir ao Templo. Então fiquei mais determinada em ter minha resposta, mas agora com a ajuda do Senhor. Então, comecei a orar e jejuar. Passei uns três meses nesse processo de ponderação. Até que um dia tomei a decisão de falar pro meu pai - terreno- que eu estava pensando em fazer as minhas investiduras lá nos EUA.

A resposta dele foi inesperada e novamente me atingiu como uma flecha. Ele disse que ficaria feliz com minha decisão, seja qualquer uma que ela fosse. Pois esse era um momento especial pra mim e seria pra ele. Então, depois disso eu fiquei determinada a fazer minhas investiduras e fui falar com meu presidente de Ramo. Foi engraçado porque até ele falou: 'mas e o seu pai? ele na ficará chateado por causa disso?' Eu orei bastante sobre isso. E o Senhor me confortou,pois se eu estava tendo aquela oportunidade para fazer esse convênio com o Senhor,porque eu iria deixa ló passar? E foi isso que respondi para meu presidente. Acrescentei,porém que queria esperar até Junho, pois teria dinheiro suficiente para comprar as coisas necessárias.

Mas Satanás é astuto, e eu comecei a ter pensamentos de que essa decisão era muito grande pra mim e que não estava digna o suficiente. Então decidi conversar com amigos sobre a decisão que eles tiveram de fazer as investiduras, e como se prepararam. E comecei a me preparar mais ainda. Li Pérola de Grande Valor completa, li vários discursos sobre convênios e busquei viver o mais digno possível.

Até que o dia da minha entrevista com meu presidente de Ramo chegou e meu alívio foi imenso quando peguei aquela recomendação nas mãos e o número do secretário da Estaca para marcar uma entrevista com  o pres. da estaca.

O dia da minha entrevista com o presidente da Estaca chegou. E poder ouvir ele dizer que ele realmente via que eu estava preparada para este momento, foi o maior alívio de todos. Foi como se eu estivesse ouvindo aquilo do Senhor.


Lembro de ouvir um amigo perguntar porque eu tinha feito essa escolha. Eu o respondi: Porque orei, e sentir que era isso que o Pai Celestial queria de mim.

O dia 6 de junho de 2015 vai ficar eternameto marcado na minha vida. Naquele dia vi o quanto o Pai Celestial me ama, e ama suas filhas. Percebi quanto poder temos ao viver dignamente e ao lado do Pai Celestial. As bênçãos do Templo São REAIS. E presto Testemunho que todo o esforço é válido para entrar no Templo e ter suas investiduras. Teremos provações sim,talvez mais do que antes, mas o poder para supera las será triplicado também.


 
Se você não é membro da igreja e quer saber mais sobre as investiduras, eis aqui um vídeo auto explicativo:

https://youtu.be/0iUJiQ3ASLo



quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Porque eu estou solteira: A perspectiva de uma SUD

Então essa semana eu li esse artigo no site da Deseret News e achei que era o que eu sempre estava procurando! Um solteira que falava a verdade sobre nada mais e nada menos do que SER SOLTEIRA e SUD! Tenho certeza que o pensamento expressado nesse artigo é o de vários outros membros solteiros na igreja.
A Ariel Szuch do Blog Unfinishedglory fez esse texto espetacular sobre isso!E ela me permitiu e eu  decidi traduzir o texto dela,então, aproveite!


Ser adulto solteiro na cultura mormom pode ser, bem, uma experiência bastante singular. Como uma adulta solteira se aproximando dos meus quase vinte e poucos anos e numa religião que enfatiza o casamento e a família (e com razão), as vezes me sinto como se estivesse naquela situação em que as pessoas não conversão muito sobre- aquele ponto entre recém graduada e antes do casamento, onde eu estou tentando adivinhar qual será o próximo passo. E não realmente onde eu esperava estar.

Eu era uma daquelas pessoas que achava que estaria casada antes de acabar a faculdade, e então eu iria com meu esposo para a pós graduação e formaríamos uma família e tudo isso seria ótimo. Eu francamente admito que tinha essa expectativa e não me sinto mal por causa disso. Não é como se eu estivesse de braços cruzados esperando por um Príncipe encantado que iria me arrebatar. Eu estava progredindo na minha vida, dando duro na minha educação secular, e eu apenas acreditei que esse próximo passo aconteceria naturalmente,como todas as minhas outras conquistas até agora acontecidas. Na verdade quase aconteceu isso, mas quando não deu certo eu sabia que minha vida acabaria bem diferente do que eu esperava.

É, ser solteiro pode ser bem complicado, especialmente quando você está bem perto da idade que culturalmente ( não doutrinariamente- existe uma diferença) você não deveria estar nessa fase. Tem sido difícil, as vezes, não me questionar se eu tenho alguma defeito e por isso não estou casada- ou até namorando alguém- quando eu vejo meus amigos (ou amigos mais novos...e os irmãos mais novos dos meus amigos...) se casando e criando famílias, quando não há perspectivas do mesmo acontecer comigo. É por causa do formato do meu corpo? É a minha personalidade mais reservada? Minha não tão saudável obsessão por jogos de palavras? Tenho amigos que tem mais oportunidades de namorar do que saber o que fazer com elas, e as vezes, eu sinto como se eu tivesse que chamar a atenção de um rapaz para que ele possa olhar para mim. Porque parece que as pessoas não ligam em procurar me conhecer? Eu não estou dizendo que isso é realmente a verdade, mas é como eu tenho me sintodo as vezes, e eu sei que outras pessoas tem sentido o mesmo.

É muito fácil ficar desanimado.É muito fácil se tornar apático e entrar no mode de espera, agarrando-se no tempo à espera da próxima fase chegar.

Mas que saber o que eu descobri? Esta etapa da vida não é uma fase sem significado. Nem é um momento de ser negligente e em gastar seu tempo com excessos, preguiça e apatia. Não. Está é uma fase da vida como todas as outras, é uma ótima época para crescimento, preparação e mudança.

 Eu fui para uma apresentação que era parte do Utah Women in Leadership Speaker and Dialogue series e era intitulado "$entavos e $ensibilidade". Não foi apenas porque meu lado de formada em Inglês ficou enamorada com o jogo de palavras do título,mas eu também amei o 'com pés no chão',  uma perspectiva pratica que eu ouvi de quatro mulheres durante uma sessão no intervalo, chamada " Um homem não é um plano financeiro". Uma era solteira, nunca casou;uma divorciada; uma viúva e a outra o marido tinha ficado deficiente físico. O ponto delas era que a vida é imprevisível, e é fundamental para as mulheres ter as habilidade para serem autossuficientes e estarem preparadas para sustentar a si mesmo e os que estão as seus cuidados.

Enquanto que eu me sentava e ouvia aquelas mulheres falando sobre suas experiências de vida, eu tive uma forte impressao de que este é meu tempo de aprender. Esta fase da minha vida, onde eu sou apenas responsável de cuidar de mim mesma, é um presente para eu aprender importantes habilidades , de descobrir o que realmente quero, e cultivar os meus interesses. Não apenas um momento de focar  em mim mesma e ter um pouco de diversão até eu me estabelecer; é um momento de aprender críticas lições sobre mim mesma e sobre a vida, que irá me preparar para ter uma forte, e bem sucedida família agora e no futuro. ENTÃO ADVINHA SÓ. SER SOLTEIRA AINDA TEM TUDO A VER COM FAMÍLIA. Minhas decisões nesta fase da minha vida terá um impacto duradouro na minha família agora e no futuro. O que eu faço agora vai moldar a formar como eu vejo os relacionamentos familiares, as tradições familiares, as finanças, ou seja tudo. Estou aprendendo quem sou e o que é importante para mim, e essas decisões irão moldar o resto da minha vida.

"Na vida existem várias estações. Nunca permita que alguém te negue as bênçãos e a alegria de uma delas ,só porque eles acham que você deveria estar em uma outra. (Johnson 38,grifo original)"
 Só porque eu amo as manhãs de verão não significa que eu não possa gostar de uma caminhada numa noite de inverno também. Cada estágio da vida é uma estação,e com cada transição nos trocamos um conjunto de alegrias e provações ,por outras.O desafio é de desenvolver a habilidade de escolher a felicidade - encontrar propósito,alegria e amor- em qualquer um dos estágios que estejamos, e ter a coragem de seguir em frente quando for hora de mudar de estação.

E se eu nunca casar? Bem, isso vai ser bem difícil. E eu acho que eu nunca vou parar de querer que isso aconteca. E eu serei solitária as vezes. Mas recordo de uma impressão que tive há alguns anos atrás e que sempre me retorna nos meus momentos de dúvidas: "Ariel, você ainda tem que fazer muitas coisas por sua própria conta. Mas não tema, pois estou contigo." Se Deus esta comigo, eu posso ser solteira, mas nunca estarei só.

O casamento pode acontecer tarde, ou talvez nunca. Ou talvez aconteça, mas não da forma como eu esperava. Mas advinha só? Nada disso importa porque eu tenho a promessa do Senhor que se eu guarda meus convênios, eu terei a bênção de ter uma família eterna. NÃO IMPORTA O QUE ACONTEÇA NESTA VIDA. As promessas de Deus são REAIS.Certas.Seladas. Feitas. Eu não sei como, mas tudo vai da certo no final.E, como alguém disse certa vez, "Se não está tudo certo, é porque ainda não é o fim." E eu estou me segurando nisto.

Então, Porque eu estou solteira? Sinceramente, eu não sei todas os motivos.(São os meus trocadilhos, não são? Eu sabia!) Eu não sinto como se estivesse fazendo o melhor ,ou idealizando uma escolha. O que quero dizer é que eu faço de tudo para que este seja uma fase rica da minha vida, preenchendo todas as medidas da criação ao aprender,fazer, crescer,explorar,amar, rir e VIVER com tudo que eu faço agora(e no futuro) unicamente voltada para a glória de Deus e a meta da vida eterna ao lado Dele e das pessoas que amo. Porque a vida é sobre isso tudo, não é?

Então é isso ai. O casamento vai vir tarde, mas a felicidade começa agora. Então vamos agir desta forma!